17 outubro 2007

Seven times and counting



É, muito provavelmente, a canção do ano. Talvez mesmo a do mês. Trata-se, seguramente, da canção da semana.

Mas isto pode ser do meu ouvido, que é 1 pouco mouco.

03 outubro 2007

Eu estou feliz. E você?



Há muitos e bons anos que cogitava secretamente sobre a consecução, em Portugal, da versão alfacinha de um dos produtos culturais por que mais nutro apreço desde que o conheço. A ânsia com que, à chegada a Londres, procurava a Time Out nos quiosques de Heathrow transformar-se-ia na ânsia moderada de fazer a revista em português. Naturalmente, nunca pus o plano em prática.

To cut a long story short, outros fizeram-no por mim, com resultados recentemente tornados públicos. E esgotados em diversíssimas bancas da capital. Por especial fortuna, na equipa não estava eu, mas alguém que tenho como referência praticamente desde que o conheci. Refiro-me a Jorge Manuel Lopes, editor e companheiro de um certo período do finado Blitz na versão jornal.

Pois bem. Não será novidade para as incompreensíveis pessoas que visitam este espaço que hoje me movo profissionalmente num universo em muito distinto do jornalismo e em tudo distinto da coisa musical. A música, neste momento, entra no contexto do trabalho diário como companhia na perseguição de ideias ou na sua transcrição em modernos e apetecíveis Macintosh. Até que o Jorge Manuel Lopes cometeu a loucura de convidar-me a escrever na publicação de que tanto gosto.

É isso, benquisto leitor, que lhe comunico nesta altura: escreverei nas páginas da Time Out a partir do seu número 3, com edição aprazada para 10 de Outubro. Sobre música, como é fácil calcular. Pela minha parte, encontro-me particularmente feliz por esse facto. E, levando em conta a conspiração cósmica que fez com que o número 1 da versão lisboeta da Time Out saiu no dia em que cumpri 35 anos, antevejo uma muito satisfatória relação amorosa. Para já, eu próprio vou esperar para confirmá-lo.

Mas isto pode ser do meu ouvido, que é 1 pouco mouco.

01 outubro 2007

The name was Penny. Moneypenny.



Era uma deusa. Pelo menos, era-o em departamentos como classe, estilo, fleuma e humor. O nome Lois Maxwell poderá não dizer grande coisa, mas foi a gigantesca Miss Moneypenny entre Dr. No (1962) e A View to a Kill (1985). Falo da saga de James Bond.

Protagonista de uma das mais deliciosas e discretas paixões da História do cinema, que era de tal ordem que deu para dividir entre Sean Connery e Roger Moore (além do acidente George Lazenby), Moneypenny deu novos mundos ao mundo do flirt no local de trabalho.

Personagem e intérpretes foram de tal ordem marcantes que Roger Moore disse, a propósito da morte de Maxwell, que a actriz merecia ter sido atempadamente promovida ao papel de M, chefe dos serviços secretos britânicos. Ainda que Judi Dench vá muito bem, acrescento eu.

Lois Maxwell morreu este sábado, 29 de Setembro, na Austrália, 80 anos depois de ter nascido no Canadá. Tinha cancro. Recomendaria, nesta ocasião, uma passagem por AQUI.

Mas isto pode ser do meu ouvido, que é 1 pouco mouco.